Terminou a fase de explorações e experimentações do Programa Jovens Urbanos (PJU). Agora é a vez dos alunos mostrarem o que aprenderam e desenvolveram durante os 10 meses de formação e capacitação oferecidos pelo projeto. É nessa etapa que os alunos da Vento em Popa estão dando show.
O PJU é um programa desenvolvido por entidades não governamentais com o patrocínio da Fundação Itaú Social e apoio técnico do CENPEC. A sua 3ª edição está sendo realizada nos distritos de Lajeado, na zona leste da cidade, e do Grajaú, zona sul, onde a Vento em Popa é uma das instituições responsáveis.
Para Maria Brant, responsável pelo gerenciamento do Programa pelo CENPEC, os resultados dessa edição são pra lá de positivos. “Conseguimos juntar muitas produções dos jovens e muito qualificadas. As ONGs se articularam muito bem, independente do CENPEC e não ouve muita saída de profissionais o que foi um fator importante principalmente para os jovens”, disse ela.
Projetos
Os alunos da Vento em Popa desenvolveram três projetos. São eles: o grupo de teatro Artemix, o Visão Lateral 8.0, que compreende a produção de vídeos, e o teatro de fantoches Ambientoches, vencedor do VAI - Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais, em 2008.
A gerenciadora do programa acredita no sucesso desses projetos, mas para isso ela dá a dica: “Cada um dos três tem uma história de inovação muito forte e podem ter vida longa, depende muito da divulgação”.
Frederico Rizzo, diretor da VEP e coordenador do Programa pela ONG, também não poupa elogios. “Muito bons, muito originais. Foram produções que partiram da criação deles mesmos [dos alunos]. Tiveram uma assessoria fantástica que permitiu que não ficassem apenas no amadorismo. Descobri talentos, que me surpreenderam muito. Foi dez!”.
O coordenador do PJU, Wagner Santos, apontou seus projetos favoritos em evento realizado em maio passado. “O Visão Lateral 8.0 e o Ambientoches são os que mais me chamam atenção pela qualidade. São a prova de que o projeto pode dar certo pela tecnologia”.
Os jovens, agora sem o acompanhamento dos educadores e contando apenas com a supervisão das ONGs, receberão o incentivo de cerca de R$ 2.000 para darem continuidade aos seus projetos.
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