De um espaço sujo e sem uso para uma área de lazer, educação e geração de renda
Por Daiany Andrade
Em julho deste ano a Vento em Popa, em parceria com o Instituto Elos Brasil, Conexão Social (FGV-SP) e a Associação de Moradores do Jd. Gaivotas, realizou um mega mutirão na margem da represa Billings. Essa ação foi o ponta pé inicial do projeto que pretende transformar esse espaço – antes sem uso – em uma área de lazer e geração de renda.
“Essa é a nossa praia”, disse o diretor da VEP, Frederico Rizzo, que enxerga a represa Billings como um potencial da região, dada a sua importância estratégica para a cidade de São Paulo, além das diversas ações que podem ser realizadas a partir dela. “É onde poderemos organizar regatas com os barcos Saracura, entre outros diversos eventos envolvendo as escolas e demais instituições locais, inclusive recebendo visitantes, o que estimulará a vocação da região para o turismo ecológico”, completa ele.
O mutirão
Utilizando a metodologia do Instituto Elos Brasil - Oásis: Brincando de transformar o mundo juntos! - foram organizadas, durante quatro finais de semana, reuniões na Associação de Moradores, onde foi definida a área que seria transformada e o que seria construído.
A comunidade também se organizou para captar recursos. A moradora Josenaide conseguiu a doação de todos os materiais para alimentação nos dias de mutirão e mobilizou voluntárias para a preparação dos alimentos. “Eu nunca tinha pedido doação a ninguém”, declarou ela. Mais de 40 moradores doaram ou emprestaram ferramentas, materiais, energia elétrica, etc.
Graças ao trabalho e a dedicação de mais de 300 voluntários e a todas as pessoas que doaram em materiais ou cotas financeiras, a margem, que a há anos é prejudicada pelo acúmulo de lixo, começou a dar espaço a novos equipamentos – parquinho, quiosque, mini praças, etc. - que aos poucos estão dando mais vida ao lugar.
A missão continua
Na semana que antecedeu ao mutirão circulou na internet o informativo “Aviso aos Navegantes”, através do qual foram captados recursos para a construção de um calçadão ecológico na beira da represa. No entanto, a meta, que era de 10.000 reais para 300m², não foi atingida – arrecadamos R$3.760 através de cotas e venda de camisetas.
Mas a missão não acabou, ainda há muito o que fazer e o calçadão continua entre os principais objetivos desse projeto, que, com toda certeza transformará não só a margem da Billings, como também a forma com que a comunidade se relaciona com esse espaço e aproveita os seus próprios recursos.
Veja o álbum de fotos do projeto
Fotos: Instituto Elos Brasil e Roger Sassaki
Confira o relatório final
Animação de fotos no Youtube
Fotos: Roger Sassaki
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