Por: Daiany Andrade
Os jovens do Saracura tiveram a oportunidade de acompanhar as competições de vela dos Jogos Pan Americanos, conhecer as feras do iatismo brasileiro e apresentar à comunidade náutica o barco de madeira de 12 pés que aprendem a construir no projeto.
“Amigo, que barco é esse?” Era a pergunta que todos faziam aos alunos da Vento em Popa. Velejando na Baía de Guanabara, o barco Saracura chamou a atenção e empolgou os atletas. “Todos nós trabalhamos muito para termos o resultado hoje: estar no Pan Americano mostrando o barco bonito que a gente fez”, disse o Instrutor de vela, David Ataíde, formado pela ONG.
Para acompanhar as regatas e torcer pelo Brasil os jovens velejavam no barco Marcador, de 40 pés. Apesar do sistema de segurança da Policia Federal e da Marinha ter dificultado bastante a vida de quem queria assistir as provas direto do mar, os velejadores da península do Cocaia puderam viver momentos inesquecíveis ao verem seus ídolos competindo.
Pelo menos na Marina da Glória, para onde os jovens iam todos os fins de tarde acompanhar a chegada dos atletas, eles não enfrentaram dificuldades. Conheceram os consagrados atletas Robert Scheidt, octacampeão Mundial, Xandi Paradeda, ouro no Pan, Marcelo Ferreira, Bicampeão olímpico ao lado de Torben Grael, entre outras feras que vão ficar para sempre na memória desses meninos.
Vida de Marinheiro
Durante os dias que estiveram no Rio eles viveram como legítimos marinheiros. Instruídos pelo educador Guilherme Samel, da ONG Outward Bound Brasil, parceira da Vento em Popa, tiveram a experiência de viver como tripulação do Veleiro Marcador, e como tal dividiram todas as tarefas no barco (cozinhar, limpar, buscar água) e também as funções durante o velejo (proeiro, timoneiro, catraqueiro).
À noite, depois da aventura de cada dia, liam o diário de bordo, conversavam sobre tudo que estava acontecendo, redividiam as tarefas e se preparavam para o dia seguinte. “Parece que eu estou na minha casa, eu compreendi o barco e ele me compreendeu”, disse emocionado o aluno, Fabiano Santos, 17 anos, e ele ainda completa: “Meu, eu tenho que seguir essa profissão, eu quero seguir essa carreira porque velejar é mesmo muito gostoso...”
Confira o relatório da Expedição Vento em Popa no Pan 2007! |